História

A origem Muquém

Tropeiros e garimpeiros vindos da Chapada Diamantina em busca de gado e pedras preciosas em Goiás e Mato Grosso atravessando o Rio São Francisco em pequenas balsas feitas de madeira, passando por essas trilhas acampavam no pequeno vale em baixo de árvores frondosas para pousar e procurar caça e pesca para sua alimentação. Depois de vários anos de trajeto eles descobriram que aquelas árvores serviam também para muquiar (defumar), a caça e a pesca que existia em abundancia na região. Este percurso era constante por garimpeiros e tropeiros que já tinham um lugar escolhido para acampar devido à utilidade desta árvore que servia para muquiar os alimentos, por ser um nome indígena batizaram de Muquém, daí o nome do lugar ser chamado Muquém.

Emancipação política

A população local sentiu a necessidade de emancipação e engajou na campanha para o plebiscito, pois já existia um representante na câmara de vereadores de Barra, o vereador Alcântara de Souza Maia, juntamente com as pessoas que mais se destacaram, estava Gilberto Bonfim, Gilson Gomes, Luiz Carlos, Cezedelo Araújo, Suzana Bonfim, Alfredo Pereira, entre outros, que levaram o projeto ao Deputado Naomar Alcântara e encaminhar a Assembleia Legislativa em Salvador em 1981.
Depois de muita luta, conseguiu a aprovação da emancipação de Muquém desmembrando de Barra no dia 08 de janeiro de 1988. Tendo uma votação de 1.806 votos a favor e 10 votos contra, e assim foi criada a cidade de Muquém com a Lei 5.009 de 13 de junho de 1989.

Madeira de lei

No ano de 1920, por ser uma área muito rica em madeira de lei como: aroeira, cedro, pau-d’arco (ipê roxo e ipê amarelo), jacarandá, baraúna e também tamboril que servia para fazer barco de pesca.
Com essa riqueza toda, foram atraindo madeireiros de todas as regiões que aqui se estabeleceram como os primeiros habitantes do Povoado que foram eles: Rodrigo José de Queiroz, Antônio José de Queiroz, Anicete Souza Campos, Félix Pereira da Silva, Rosimiro Flores, Ornarindo, Gasparino Flores, Alibano Flores, Virgilina Flores, Oscarino Queiroz e Francisco Balaio.
A madeira era explorada para outras cidades, pelo Rio São Francisco, tendo como porto o Povoado de Boa Vista do Pixaim.

O desenvolvimento

Devido a grande movimentação da atividade, o Prefeito da Barra construiu pequenas escolas e designou os primeiros professores, que permanecia por um período de quatro meses e retornava à cidade da Barra, devido as grandes dificuldades encontradas na época.